Afinal, qual a diferença entre IDEIA de negócio e OPORTUNIDADE de negócio?

“Você sabe me informar uma ideia de negócio interessante para o mercado atual nesse momento?”.

“Você pode me dar uma dica de alguma grande ideia de negócio aqui na minha cidade para eu investir?”.

Definitivamente, não faço a menor ideia!

Na verdade, até onde sei, as ideias de negócio existentes são cópias de outras ideias que já existem. São cópias dos próprios concorrentes próximos ou ideias de outros estados ou países e que são trazidas pra nossa cidade. Por que será, então, que as pessoas acreditam que, consultores, empresários, tem essa informação na ponta da língua? Acredite: o grande segredo dos negócios não está por traz daquela ideia extraordinária, inédita, maravilhosamente desconhecida e sem concorrentes. Como comenta o Professor José Dornelas, no seu artigo Ideia x Oportunidade (fonte informada no final do texto): “poucos são os privilegiados que acordam de manhã e conseguem ter estas ideias que vão mudar o mundo”.

Pois bem… A dica do “segredo do sucesso” de muitos negócios está, principalmente, na percepção do empreendedor em entender as necessidades não atendidas dos consumidores e ser capaz de desenvolver, rapidamente, produtos e serviços que atendam estas necessidades. Isso sim é encontrar oportunidades de negócio. Não precisa ser muito criativo ou um renomado detetive das melhores ideias do momento. Basta estar atento às reais oportunidades. Aquelas que preencherão lacunas em determinados segmentos, atenderão demandas carentes, específicas de um nicho de mercado. Fique sabendo que, na maioria dos casos, se tratam de ideias simples, comuns e até corriqueiras. Porém, não são percebidas como uma possibilidade de negócio no momento em que são vivenciadas.

Entenda a diferença entre Ideia e Oportunidade:

IDEIA

Ideias são consequências do pensamento livre das pessoas. Ela não tem comprometimento algum na criação de um negócio. São frutos da criatividade humana e podem surgir diversas vezes no dia a dia das pessoas. Pontos que nos fazem ter uma ideia: Habilidades pessoais, experiência quando consumidor, empregos anteriores, ideias já existentes.

Veja alguns exemplos:

Ideias já existentes: Falta uma lavação de carros nesse meu bairro, o único que tem, possui um atendimento péssimo e o serviço não é de qualidade. Acho que vou abrir meu próprio estabelecimento e vou mudar tudo o que não concordo sobre este concorrente.

Experiência como consumidor: Quando vamos a um restaurante e sentimos falta de algum detalhe pensamos: “Bem que eles podiam oferecer tal coisa. Se eu abrisse um, isso seria o meu diferencial”.

Habilidades pessoais: Você gosta de fazer bolos, doces e salgados para a família e, às vezes, surgem pequenas encomendas dos amigos para festinhas e comemorações. Um dia identifica a necessidade de criar um cardápio totalmente personalizado para pessoas com diabetes.

Empregos anteriores: Você é um massoterapeuta com grande experiência e já trabalhou 5 anos em uma clínica bem conceituada da cidade, mas está desempregado. Que tal abrir uma clínica de estética para o público da terceira idade como atendimento residencial com podólogos, massoterapeutas, serviço de limpeza de pele e até, corte de cabelo?

Mas, isso são apenas ideias… E agora, como transformá-las em oportunidades? Aí é que está o grande primeiro passo, futuro empreendedor. Transforme essa ideia em oportunidade. Como? Eu te passo algumas dicas:

OPORTUNIDADE

Oportunidades precisam ser mais profundamente analisadas e estruturadas. Devemos pegar aquela ideia inicial e, primeiramente, perceber que, realmente, é uma necessidade não atendida, uma lacuna de algum segmento e que pode ser estudada para se transformar em um negócio viável. Começa aí o planejamento, uma dedicação mais aprimorada do que se pretende desenvolver. Envolve analise de investimentos, retorno potencial, busca de conhecimentos e coleta de dados. E, de preferência, que seja testada antes do início das atividades.

Então, antes de qualquer coisa, para começar analise alguns critérios essenciais de avaliação quanto ao local e ao ambiente que pretende estabelecer seu negócio. Por exemplo: Leis, exigências dos órgãos competentes, tendências demográficas, ambiente econômico político e social, valores culturais e responsabilidade social.

Feito esse processo, agora sim, sua ideia tem boas chances de se tornar uma oportunidade de sucesso. Mas ainda não terminou, aliás, nem começou. Para saber, definitivamente, se a oportunidade se transformará em um negócio viável, é a vez de começar a estruturar seu Plano de Negócio.

E aí, vai encarar?

Texto adaptado de Prof. José Dornelas – Ideia x Oportunidade em (http://brasil.business-opportunities.biz/2006/04/22/ideia-x-oportunidade/)

Um fantasma chamado Plano de Negócio – Esclarecendo Mitos.

 

Uma bela assombração que sempre ronda alguns empreendedores é o famoso plano de negócios (Business Plan para os mais íntimos). Pois bem, agora vamos esclarecer alguns mitos sobre esse nosso amigo assombroso que não é tão malvado assim.

1º Mito: O plano de negócios serve só para mostrar para investidores ou incubadoras.

Veja bem! Escrever que a estimativa conservadora da sua ideia de negócio prevê que você lucrará 10 milhões no primeiro ano não fará o investidor te dar um abraço e aceitar na hora seu pedido. O plano de negócios serve para você definir que tipo de empreendedor é você, pra que serve a sua ideia de negócio, o que te faz pensar que é especial e como pretende alcançar seu objetivo. Não perca o tempo de seu leitor fazendo um plano “para inglês ler”. Escreva pela razão correta: se planejar.

2º Mito: Quanto mais detalhado o plano, melhor ele será.

Nem sempre. Isso vai depender do item que você está descrevendo. Detalhes são importantes, sim, mas somente nos itens que realmente exigem detalhamentos. Depois de 20 páginas, cada 10 do seu plano aumentam em 25% a chance dele não ser lido. Saiba de uma coisa muito importante: O plano não vai fechar nenhum negócio, e sim, conseguir o interesse do investidor. Interessado, ele vai analisar sua ideia, pesquisar o mercado e ver se o que você está falando é verdade. Não perca o tempo de seu leitor enchendo-o de informação, mostre apenas o que é vital para que ele se interesse em pesquisar sobre a ideia.

3º Mito: A primeira coisa a ser feita em uma empresa é o plano de negócios.

Muita calma nessa hora. Essa é uma ótima forma de garantir que o plano de negócios seja ruim. Primeiro, busque dados (famosa coleta de dados) razoáveis o suficiente para conseguir montar uma pequena apresentação que explique o que você pretende fazer. Mostre para algumas pessoas confiáveis, conte sua ideia, entenda o que elas acham e, na medida do possível, leve em consideração alguns palpites (só os melhores, que são poucos). Também tente descobrir o que os clientes querem e, só então, comece a escrever o plano. Uma apresentação é muito mais fácil de alterar do que um documento de 20 páginas.

4º Mito: O plano de negócios é aplicado totalmente na prática.

Muito-quase-totalmente-impossível. O plano serve como um guia, mas não é a verdade absoluta. No momento de planejar é importante assumir as informações como verdadeiras. Mas, se na prática aparecerem diferenças, obstáculos ou outros caminhos que facilitem a jornada, não tem porque não se adaptar. Não seja cabeça-dura.

5º Mito: As projeções financeiras precisam ser extremamente detalhadas.

Nem tanto, nem tanto! O importante é entender quais são os fatores que farão vender mais e onde se gastará esse dinheiro. Planejar quanto será gasto com canetas, clips e borrachas não fará você parecer mais inteligente. Não perca tempo, nem o seu, nem de seu leitor mostrando números detalhados que não levarão a lugar algum, muito menos ao lucro. De certa forma, valores como esses não vão alterar as metas de vendas. Mostre a organização do seu raciocínio para argumentar com eficácia o que você está levando em conta para chegar naqueles números. Isso comprovará muito mais se a estimativa faz sentido, do que os números em si.

6º Mito: A descrição do produto é a parte mais importante do plano.

Errado. A descrição do negócio é a parte mais importante. Muitos consideram que ela deva ser apresentada por meio do sumário executivo, que nada mais é do que um resumão de tudo que tem de mais importante no plano de negócio inteiro e é a primeira parte que será lida. O sumário executivo deve ser escrito por último e ter no máximo 2 páginas. Seus elementos são:

- Descrição do problema que você pretende resolver;

- Como você irá resolver o problema usando formas diferenciadas;

- O modelo de negócios (como você vai ganhar dinheiro);

- Qual a sua estratégia de marketing;

- Quem são os seus concorrentes;

- Quais as projeções financeiras;

- O time que levará a empresa e suas experiências relevantes na área do negócio;

- Status do projeto: o que já foi feito e quais os próximos passos.

 

Obs.: Adaptado de Millor Machado. Baseado em artigos de Guy Kawasaki.

A importância do planejamento para a abertura de um negócio.

O sonho de tornar-se empresário é a realidade de muitas pessoas que acreditam ser a melhor e mais rápida opção para se realizarem financeiramente e, também, pessoalmente. No entanto, para fazer parte do índice das empresas que sobrevivem e ultrapassam os 2 primeiros anos de funcionamento, é preciso planejamento e muito trabalho, para que o sonho não se transforme em pesadelo.

O que muita gente não sabe é que para ser bem sucedido em um negócio são necessários, além de planejamento, dedicação, persistência, tempo e, principalmente, o mínimo de capital necessário. Pois é muito difícil encontrar pessoas que prosperaram no empreendedorismo logo de início. Por isso, antes de se aventurar pelo mundo dos negócios, é preciso ter conclusões fortemente positivas sobre a viabilidade do futuro negócio e dos aspectos mais importantes que devem ser levados em consideração. Você já parou pra pensar que tipo de informações é necessário para saber se o seu negócio terá sucesso?

Agora é que o bicho pega! Pra ajudar nessa definição, deixo aqui algumas perguntas que podem ajudar você antes de começar a planejar seu negócio e evitar que seus esforços sejam em vão.  Mas tem uma coisa: Se você não gostar das suas respostas, repense e reavalie a sua ideia de negócio. É muito mais fácil fazer isso no papel do que ter que resolver problemas de planejamento quando clientes esperam para serem atendidos.

1 – Existe realmente um mercado para o seu produto ou serviço?

Um mercado viável é aquele para o qual já existem consumidores que gastam e tenham interesse pelo que será oferecido. Mas tome cuidado com produtos que não se diferenciam ou que possuem muitos fornecedores. Clientes costumam escolher esse tipo de produto pelo preço. São negócios mais difíceis de prosperar sem experiência.

2 – Você tem capital suficiente?

Toda empresa precisa de capital para sobreviver. A recomendação é ter dinheiro suficiente para cobrir pelo menos 18 meses de despesas tanto empresariais quanto pessoais, antes que você comece a se dedicar integralmente a empresa. Isso é uma generalização, mas ter algum fluxo de caixa é imprescindível para viabilizar o negócio.

3 – Você realmente conhece os seus números?

Os números são a linguagem dos negócios. Você precisa saber lidar com eles antes de abrir a sua empresa, ou você corre o sério risco de se perder. Se nas suas projeções no papel você vê um fluxo de caixa limitado e uma margem de lucro pequena, vai ser difícil encontrar um resultado diferente no mercado. Procure responder as seguintes questões: quanto do meu produto eu terei que vender todos os dias para cobrir os custos? Quanto para gerar lucro? Quanto vou gastar para ganhar cada cliente? Quais serão os seus custos reais?

Quer ajuda para responder essas e outras muitas perguntas para verificar a viabilidade da sua ideia de negócio? A MKI é especializada em planos de negócio. 

O plano de negócios é a base de todo e qualquer empreendimento. É ele que vai determinar o que a sua empresa vai fazer, como, quando e quais os passos necessários para alcançar o seu objetivo.

Entre em contato pelo site www.consultoriamki.com.br

Fonte: Blog dos Empreendedores

A importância do Plano de Negócio

Você tem uma excelente ideia de negócio. E ela é tão inovadora, exclusiva, interessante, revolucionária, inigualável, extraordinária, quanto qualquer pessoa possa sequer sonhar em imaginar isso acontecendo. Mas aí, surge aquela pequena e imortal, inevitável e avassaladora dúvida: E agora, o que eu faço?

Ter uma boa ideia de negócio é, basicamente, fácil. Difícil é definir se essa ideia, realmente, é uma oportunidade. Porque, um negócio para ser bom mesmo, tem que ter: CLIENTES. Aqueles seres que farão uso do que se pretende oferecer. Não menos importante, em muitos casos, é encontrar mão-de-obra disponível e existência de matéria-prima/fornecedores. Mas a realidade é: Sem CLIENTE = Sem NEGÓCIO!

Por isso, a importância de Analisar e Avaliar com muita dedicação, o mercado de atuação, a necessidade de pessoal e os resultados financeiros.

Aí é que entra o PLANO DE NEGÓCIO.

O Plano de Negócio é uma ferramenta de auxílio para o processo de estruturação do planejamento de uma ideia de negócio. Ele orienta e auxilia o empreendedor na busca por informações relevantes e indispensáveis para a criação do futuro negócio pretendido. Além disso, facilita o trabalho na busca de recursos materiais, físicos e financeiros. Nenhum pretendente a empreendedor é obrigatório a fazer um plano de negócio, mas certamente, deixará muito mais claro o entendimento de todo o processo de crescimento da empresa que será criada e de como ela poderá estar em 5, 10, 20 anos. O planejamento proporciona uma visão mais evidente quanto à percepção consistente do desenvolvimento da empresa em forma de metas atingíveis. E oferece maior segurança na implantação e direção das tomadas de decisão.

No plano de negócio fica registrado o conceito do negócio, os riscos que ele correrá, as ações para que ele sobreviva a esses riscos, dados detalhados sobre o mercado de atuação: Concorrentes, consumidores, fornecedores, parceiros. Da mesma forma, a necessidade de pessoas para por em prática as atividades, as estratégias de marketing e o plano financeiro que identificará a viabilidade do novo negócio.

É bastante comum, durante a construção de um plano de negócio, existirem mudanças – até radicais – de definições estratégicas. Causando desconforto, ansiedade e, até mesmo, desistência da ideia inicial. Isso acontece porque, a partir do momento que se inicia a coleta de dados e os resultados das pesquisas vão sendo concluídos, muitas informações podem alterar, consideravelmente, as suposições iniciais. Isso é fato! Dessa forma, é possível e natural chegar à conclusão de que a ideia inicial deve ser modificada, ou até, cancelada.

E é justamente aí, que se justifica uma das importantes necessidades de criar um Plano de Negócio:

É muito mais fácil modificar um negócio que está apenas no papel do que aquele em pleno funcionamento.

E mais! Depois que o negocio já estiver funcionando, certamente surgirão novos produtos, novas oportunidades e, por isso, serão necessários novos planos, novos projetos, novas estratégias. Com o plano de negócio da empresa em mãos, será muito mais fácil atualizar e reorganizar ações e tomadas de decisões de acordo com os dados já existentes. Havendo ainda o grande diferencial de não se permitir cometer erros anteriores, pois eles já terão sido vividos e corrigidos na criação da primeira versão. Poupa-se tempo, dinheiro e cabelos brancos. Ganha-se agilidade, eficiência, credibilidade e tomadas de decisões precisas.

Portanto, lembre-se: O plano de negócio não é um documento com ponto final. É um projeto vivo que deve ser constantemente atualizado. Mantido em cima da mesa do dono, e não na última gaveta do armário do estoque do arquivo morto.